Nos meus atendimentos com pacientes vegetarianos e veganos, percebo que a vitamina D gera muitas dúvidas. Algumas pessoas chegam preocupadas com um resultado baixo no exame. Outras querem saber se precisam suplementar porque não comem alimentos de origem animal.
Antes de decidir o que fazer, vale entender para que serve a vitamina D e como ela participa da sua saúde.
Para que serve a vitamina D?
Uma das principais funções da vitamina D é ajudar o intestino a absorver cálcio. Isso porque esse cálcio é necessário para manter os ossos saudáveis.
Por isso, não basta olhar apenas para o consumo de cálcio. Assim, a vitamina D também precisa entrar nessa avaliação. Uma deficiência importante e prolongada pode prejudicar a mineralização dos ossos, deixando-os mais frágeis.
Além disso, ela participa do funcionamento dos músculos e do sistema de defesa do organismo. Mas isso não significa que tomar doses maiores vá melhorar a imunidade ou trazer mais benefícios. Portanto, mais vitamina D não é necessariamente melhor.
Quem é vegetariano ou vegano precisa prestar mais atenção?
A vitamina D merece atenção em qualquer padrão alimentar. Comer carne não garante níveis adequados, assim como ser vegetariano ou vegano não significa ter deficiência.
Nosso organismo consegue produzir vitamina D na pele com a exposição à luz solar. No entanto, essa produção varia conforme fatores como a estação do ano, o local onde você mora, a pigmentação da pele e quanto tempo passa em ambientes fechados.
A alimentação também pode contribuir, mas poucos alimentos contêm vitamina D naturalmente. Para vegetarianos e veganos, alimentos fortificados e alguns cogumelos podem fazer parte desse cuidado. Por isso, é preciso conferir o rótulo e entender que a quantidade presente nos cogumelos varia bastante.
Na prática clínica, eu avalio esse conjunto. Não decido pela suplementação apenas porque a pessoa deixou de comer alimentos de origem animal.
Como cuidar da vitamina D no dia a dia?
O primeiro passo é observar sua rotina e identificar situações que merecem uma avaliação mais cuidadosa. Passar quase todo o dia em ambientes fechados, ter problemas de absorção intestinal ou alguma condição que afete a saúde óssea são exemplos.
Quando o exame é indicado, o resultado deve ser interpretado junto com seu histórico de saúde. Nem todo mundo precisa fazer dosagens frequentes, e uma dose de suplemento que funcionou para outra pessoa pode não ser adequada para você.
Se houver deficiência, pode ser necessário suplementar, com uma orientação individual. Ajustar a alimentação também faz parte do cuidado, mas não deve substituir o tratamento indicado. E tomar doses altas por conta própria pode causar excesso de vitamina D e prejudicar a saúde.
A vitamina D é importante, mas seu cuidado vai além de escolher um suplemento. É preciso entender sua rotina, sua alimentação e o que aquele resultado significa para você.
Se você já tem um exame de vitamina D e ficou em dúvida sobre o resultado, na Avaliação de Exames Laboratoriais eu analiso seus exames junto com sua alimentação e seu histórico, para orientar os próximos cuidados.





